Os processos de normatização e a constituição do livro didático de matemá- tica: disciplinamento e saber-poder; avaliação e exame
DOI:
10.37084/REMATEC.1980-3141.2018.n28.p%p.id132Keywords:
Educação Matemática, Currículo, Livro Didático de Matemática, Relações de Poder, NormatizaçõesAbstract
Este artigo investiga, analisa e descreve o modo como as relações de poder induzem atitudes e comportamentos, modelam práticas e regulam formas, ainda que fluidas, de compreender, estar e/ou (sobre)viver no campo da pro- dução de livros didáticos de Matemática. Nessa busca, tomamos como parâmetro a analítica do poder de Michel Foucault, mais especificamente as teorizações sobre o poder disciplinar. Com inspiração no processo cartográfico, realizamos a “colheita” dos dados a partir de entrevistas semiestruturadas, bem como da aplicação de questionários a autores, editores, diagramadores, freelancers, avaliadores do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e professores da rede pública de ensino do interior do estado do Mato Grosso Sul (MS). A análise dos dados nos aju- dou a compreender as relações e interações entre sujeitos e instituições, elementos de um sistema Panóptico, cuja vigilância múltipla e constante determina o lugar, gestos e atitudes de todos e de cada sujeito envolvido na trama, cujas relações resultam no livro de Matemática. Descrevemos, ainda, os processos que fazem emergir a avaliação do PNLD como importante instrumento de análise, escrita e validação de saberes: um exame dos livros didáticos. Nesse processo, o Guia do Livro Didático e o Manual do Professor se configuram apenas como resultados de normatizações, sendo desconsiderada no trabalho docente.
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