A dimensão estética tensionando a racionalidade: experiências de uma professora de matemática

Autores/as

DOI:

10.37084/REMATEC.1980-3141.2025.n55.e2025003.id814

Palabras clave:

Experiência estética, Racionalidade, Arte e educação matemática, Vínculos na escola, Aprendizagem

Resumen

Este artigo apresenta resultados de um projeto realizado em parceria entre uma universidade e uma escola pública, que propõe oficinas de trabalho como forma de condução das aulas de matemática, articuladas a uma base teórica centrada nas obras de Gilles Deleuze. O projeto envolve professores da rede pública e visa contribuir para realçar a importância da estética (e da ética) em práticas pedagógicas criativas e afetivas, em contraposição ao ensino conteudista que privilegia a rigidez lógico-racional. O texto inclui a narrativa de uma professora de matemática da rede pública, bolsista do projeto, que relata seu processo criativo ao integrar arte, ciência e matemática, evidenciando uma experiência estética, compreendida como uma forma de conhecer e relacionar por meio da sensibilidade. O projeto mostra-se pertinente diante do aumento da violência escolar, ao fortalecer o sentimento de pertencimento e a qualidade da convivência no ambiente escolar.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Métricas

Cargando métricas ...

Biografía del autor/a

Denise Silva Vilela, Universidade federal de São Carlos (UFSCar)

Doutora em Educação Matemática (Unicamp). Professora Titular da Universidade federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, SP, Brasil. Rod. Washington Luís, s/n - Monjolinho, São Carlos - SP, 13565-905. 

Nádia Regina Stevanato, Escola Estadual Ary Pinto das Neves – São Carlos

Licenciada em Matemática pelo Instituto de Ciências matemáticas e Computação da Universidade de São Paulo (ICMC – USP). Professora efetiva de matemática na Escola Estadual Ary Pinto das Neves – São Carlos, SP, Brasil. Rua 28 de Setembro, 2592. Centro. São Carlos, SP, CEP 13560-270.

Citas

ALMEIDA, A. O. Editoria. Vínculos partidos. Pesquisa FAPESP, São Paulo, n. 350, p. 12, abr. 2025. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/leia-a-edicao-de-abril-de-2025/. Acesso em: maio 2025

AMARAL FILHO, F. S. Ética e Estética são Um? O que isto pode ter a ver com a Educação escolar? Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 43, n. 2, p. 387-399, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edreal/a/kkV9DqjhfBqHqBnDQybXzzn/?lang=pt. Acesso em: dez.2024 DOI: https://doi.org/10.1590/2175-623660334

AMARIS-RUIDIAZ, P. Una educación como práctica de afectos: ¿Qué puede un(a) profesor(a) de matemáticas?. Praxis & Saber, v. 14, n. 36, e15009, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.19053/22160159.v14.n36.2023.15009. Acesso em: 16 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.19053/22160159.v14.n36.2023.15009

BEDORE, R. C.; BECCARI, M. N. Aisthesis: uma breve introdução à estética dos afetos. Revista GEARTE, Porto Alegre, v. 4, n. 3, p. 487-498, 2017. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/gearte/article/view/74040/46145. Acesso em: set. 2024. DOI: https://doi.org/10.22456/2357-9854.74040

BERGSON, H. A evolução criadora. In: Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979. p. 153-205.

BRECHT, Bertolt. Estudos sobre teatro. 6. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.

DALBOSCO, C. A.; BALBINOT, R.; VIEIRA, A. L. Formação das Subjetividades Contemporâneas: a Escola entre o Tempo Produtivo Acelerado e o ócio Estudioso. Praxis & Saber, v. 16, n. 45, p. 1-16, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.19053/uptc.22160159.v16.n45.2025.18272. Acesso em: 16 de julho 2025 DOI: https://doi.org/10.19053/uptc.22160159.v16.n45.2025.18272

DELEUZE, G. Diferença e repetição. Tradução de Luiz B. L. Orlandi; Roberto Machado. 2. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2006.

DELEUZE, G. Proust e os signos [tradução de Antonio Piquet e Roberto Machado] Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987.

ELLSWORTH, E. Modos de endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Nunca fomos humanos: nos rastros do sujeito. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

FANIZZI, C.; FONSECA DE CARVALHO, J. S. Não é ninguém, é o professor. Educação em Revista, v. 40, n. 40, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/edrevista/article/view/38360. Acesso em: 16 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-4698-38360

FAVARETTO, C. A filosofia e seu ensino – Entrevista com Celso Favaretto. Disponível em: https://www.academia.edu/23422162/A_filosofia_e_seu_ensino_-_Entrevista_com_Celso_Favaretto. Acesso em: 13 maio 2025.

FAVARETTO, C. F. Arte Contemporânea e Educação. Revista Iberoamericana de Educación, Madrid, v. 53, p. 225-235, 2010. DOI: https://doi.org/10.35362/rie530568

FLORES, C. R.; KERSCHER, M. M. Sobre Aprender Matemática com a Arte, ou Matemática e Arte e Visualidade em Experiência na Escola. Bolema, Rio Claro, v. 35, n. 69, p. 22-38, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/bolema/a/FyCY44jtx8YqB97MxGbSh8s/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: dez. 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-4415v35n69a02

GALLO, S. Sob o signo da diferença: Em torno de uma educação para a singularidade. In: SILVEIRA, R. (org.). Cultura, poder e educação: um debate sobre Estudos Culturais em Educação. Canoas: ULBRA, 2005.

GALLO, S. As múltiplas dimensões do aprender... In: CONGRESSO DE EDUCAÇÃO BÁSICA: APRENDIZAGEM E CURRÍCULO, 2., 2012, Florianópolis. Anais [...]. [S.l.: s.n.], 2012.

HÉRNANDEZ-HERNÁNDEZ, F.; SEGARRA, J. O. Aprender en la Universidad en un mundo volátil, incierto, cambiante y ambíguo. [recurso eletrônico]. [S.l.]: Morata, 2024.

KASTRUP, V. A cognição contemporânea e a aprendizagem inventiva. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 49, n. 4, p. 108-122, 1998.

LOPEZ BELLO, S. E.; SANCHONETE, V. C.; SANTOS, G. S. La Clase-Hipertexto de Matemáticas: Transcreaciones de una Docencia. Praxis & Saber, Tunja, v. 15, n. 42, p. 1-13, 2024. Disponível em: https://revistas.uptc.edu.co/index.php/praxis_saber/article/view/16718/14663. Acesso em: ago. 2025 DOI: https://doi.org/10.19053/uptc.22160159.v15.n42.2024.16718

NOBRE, M. R. et al. Que escola pós-pandemia? Educação em Revista, v. 40, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edur/a/RKw5pwYSvtJ5nJNkhsjn5DK/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: dez. 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-469845242

PLATÃO. Apologia de Sócrates. Tradução de Mário da Gama Kury. São Paulo: Nova Cultural, 1996

QUEIROZ, C. Escalada de agressões nas escolas alerta para a necessidade de medidas para enfrentar a violência. Pesquisa FAPESP, São Paulo, n. 350, p. 12, abr. 2025. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/leia-a-edicao-de-abril-de-2025/. Acesso em: 23 maio 2025.

REIS, A. C.; PINTO e SILVA, E.; MEIRELLES, C. M. O “novo normal” no campo da educação: da aparência à essência. Princípios, v. 40, n. 160, p. 225-245, 2021. Disponível em: Vista do O “novo normal” no campo da educação. Acesso em: ago. 2025. DOI: https://doi.org/10.4322/principios.2675-6609.2020.160.010

ROUSELL, D. et al. Experimenting with the world: creative encounters in young people’s learning and research. Abingdon: Routledge, 2020.

SILVA, E. P. Trabalho e subjetividade na universidade: Por uma visão global e multifacetada dos processos de sofrimento e adoecimento. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, v. 28, n. 14, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.14507/epaa.28.4887. Acesso em ago. 2025 DOI: https://doi.org/10.14507/epaa.28.4887

UNO, Kuniichi. Artaud, pensamento e corpo. São Paulo: N-1 edições. 2022.

VALENTE, W. (org.). Avaliação em Matemática. Campinas: Papirus, 2008.

VAZ, A. Arte, sensibilidades e educação estética: conceitos, possibilidades teóricas e narrativas. Revista Educação e Cultura Contemporânea, v. 18, n. 54, p. 344-365, 2021. ISSN 2238-1279. Acesso em: 18 ago. 2025. DOI: https://doi.org/10.5935/2238-1279.20210057

VERRIPS, J. Aisthesis & An-Aesthesia. Ethnologia Europaea, v. 35, n. 1, p. 29-36, 2005. Disponível em: https://www.berghahnjournals.com/view/journals/ethnologia-europaea/35/1/ee350105.xml. Acesso em: set. 2024 DOI: https://doi.org/10.16995/ee.975

VILELA, D. Contributions of the linguistic turn to mathematics undergraduate courses: a proposal for supervised training. RIPEM – Revista Internacional de Pesquisa em Educação Matemática, v. 4, n. 2, 2014.

VILELA, D. S. Metodologias de ensino de matemática e os limites da racionalidade. In: MIGUEL, A.; VIANNA, C.; TAMAYO-OSÓRIO, C. (org.). Wittgenstein na Educação. Campinas: Navegando, 2019. p. 285-305. ISBN 978-85-53111-55-8. DOI: https://doi.org/10.29388/978-85-53111-55-8-0-f.285-306

Vilela, D.; Coury, A. F.; Rodrigues, V. C.; Molina, N. G. O pensamento da arte na Educação Matemática: a obra aberta de Athos Bulcão. Revista de Educação, Ciência e Cultura, v. 26, p. 1-20, 2021.* https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Educacao/article/view/8403. Acesso em: dez. 2024. DOI: https://doi.org/10.18316/recc.v26i3.8403

Publicado

2025-12-31
Métricas
  • Visualizações do Artigo 351
  • PDF (Português (Brasil)) downloads: 339

Cómo citar

VILELA, Denise Silva; STEVANATO, Nádia Regina. A dimensão estética tensionando a racionalidade: experiências de uma professora de matemática. REMATEC, Belém, vol. 20, n.º 55, p. e2025003, 2025. DOI: 10.37084/REMATEC.1980-3141.2025.n55.e2025003.id814. Disponível em: http://www.rematec.net.br/index.php/rematec/article/view/814. Acesso em: 11 oct. 2026.